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sexta-feira, 30 de maio de 2008

CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE CORREIO ELETRONICO


Sempre que enviamos um e-mail, colocamos o endereço no campo Para ou To, e para enviarmos com uma cópia para outra pessoa preenchemos o campo CC (Cópia Carbono). No entanto existe um outro campo que pode utilizado para enviarmos uma cópia para outra pessoa, de modo que não seja exibido o endereço em questão: é o campo CCO (Cópia Carbono Oculta).

Por padrão na maior parte dos programas de correio eletrônico este campo só é exibido quando solicitado; no Outlook Express quando estivermos editando um e-mail, solicite na barra de menus a opção Exibir e escolha Todos os cabeçalhos; no Netscape, devemos clicar no campo To que será aberto um menu para escolha dos campos, CC e CCO.

As vezes, recebemos um e-mail com uma lista enorme de destinatários, muitas vezes maior do que a própria mensagem. Se quisermos enviar para um grande grupo de endereços, é preferível colocarmos todos eles no campo CCO, e apenas um endereço no campo Para (sempre obrigatório). Estaremos fazendo um favor a quem recebe, além de não estarmos divulgando o endereço de outras pessoas desnecessariamente.

Há segurança no correio eletrônico?

A Constituição brasileira garante a inviolabilidade da correspondência e a privacidade. Na teoria, as mensagens transmitidas por e-mail estão protegidas. Mas na prática a coisa é bem diferente. Sem que se use métodos eficazes de proteção, qualquer correspondência eletrônica pode ser facilmente invadida por alguém que entenda um pouco de computadores.

A maior parte das empresas monitora a caixa postal de seus funcionários. Isto geralmente é feito para o controle de vazamento de informações sigilosas de interesse da instituição. No Brasil, não existe ainda nenhuma lei específica que proíba as empresas de vigiar as mensagens trocadas no ambiente de trabalho. Já nos Estados Unidos, uma lei de 1986 determina que as mensagens que circulam nas redes corporativas são de propriedade da empresa, podendo ser, portanto, lidas.

Quanto à correspondência eletrônica particular, entretanto, não há dúvidas: elas devem ser protegidas. O problema é como. O correio eletrônico não é exatamente igual ao correio convencional. Neste, as mensagens são transportadas fisicamente de um lugar para outro. Já no caso de e-mails, o que se transmite são códigos binários que passam por vários setores de uma rede antes de chegarem ao computador do destinatário.

Qualquer mensagem enviada pela Internet deixa registros em pelo menos cinco locais:

  1. no computador de quem a enviou;
  2. no servidor ao qual o remetente está conectado;
  3. nos computadores pelos quais a mensagem passa ao longo do trajeto;
  4. no servidor do destinatário
  5. e no computador deste último.

Em qualquer destes locais a mensagem pode ser lida e copiada. Não existe nenhuma garantia a respeito de correspondência eletrônica. A mensagem pode ser alterada no caminho e o autor pode ser alguém diferente daquele que a "assina", porque é possível alterar o campo do remetente. Quem deseja trocar mensagens íntimas e confidenciais deve tomar cuidados. Um dos modos de se garantir tecnicamente a privacidade é usando a criptografia, que torna a correspondência praticamente inatingível para bisbilhoteiros indesejáveis. Infelizmente, os Certificados Digitais ou Assinaturas digitais são caros e a única solução grátis é extremamente complexa e de difícil instalação (mais informação em www.pgp.org ou http://www.dca.fee.unicamp.br/pgp/).

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